O programa Casé era uma vitrine da música popular da época. Dezenas de pessoas se reuniam ao redor do rádio para não somente escutar, mas principalmente soltar a imaginação. Sem o recurso da imagem o universo do rádio irradiava essa magia que as revistas e jornais souberam explorar nesse período, com fotos e matérias exclusivas, sobre os astros do momento. Era dessa forma que o público ouvinte acompanhava o seu cantor ou ator predileto.

   Cantar no Casé era participar do melhor e mais ouvido programa de rádio da época, mas não tratava-se apenas de uma questão de honra. Casé pagava para seus artistas excelentes cachês, que eram exclusivos do Programa. O respeito ao artista brasileiro teve inicio nas atitudes profissionais de Ademar Casé.

   Entre os grandes nomes que passaram, marcaram, e por vezes foram preciosas descobertas do Programa Casé podemos citar:

   Sílvio Caldas, Vicente Celestino, Mário Reis, Orlando Silva “O cantor das multidões”, Francisco Alves, Heloísa Helena, Noel Rosa, Carmen Miranda “A pequena notável”, Aurora Miranda, Marília Batista “A princesinha do Samba”, Almirante, Sílvio Salema, Zezé Fonseca, Irmão Tapajós, Sônia Barreto, Moacyr Bueno Barbosa, Lamartine Babo, Castro Barbosa, Custódio, Mesquita, Manezinho Araújo, Mário Moraes, Conjunto Regional, (Pixinguinha, João da Bahiana, Donga, Luperce Miranda e Benedito Lacerda), Luís Barbosa, Murilo Caldas, Hervé Cordovil, João Petra de Barros, Moreira da Silva “Kid Morangueira”, Manoel Monteiro, Orestes Barbosa, João Petra de Barros, Haroldo Barbosa “Contra-regra”, Carlos de Lacerda “speaker”, Erathostenes Frazão, Cristóvão de Alencar, Sadi Cabral, Evaldo Rui, Paulo Roberto, José Marquês Gomes, Henrique Pongetti, Gastão Formenti, Albênzio Perrone, Nássara entre outros.